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26/01/2018 - 23:30

Conscientizar viajantes sobre o trabalho escravo na barreira da Polícia Rodoviária Federal de Benevides. Foi assim que a Secretaria de Estado de Justiça e Direitos Humanos (Sejudh), através da Comissão Estadual para Erradicação do Trabalho Escravo (Coetrae), trabalhou nesta sexta-feira, 26, em alusão ao Dia Nacional de Combate ao Trabalho Escravo, comemorado nesta segunda-feira, 28. A ação foi realizada em conjunto com a PRF, Ministério do Trabalho e Tribunal Regional do Trabalho.

Leila Silva, coordenadora Comissão Estadual para Erradicação do Trabalho Escravo, explica que a ação foi realizada através de abordagens diretas a viajantes que passavam pela barreira da PRF em Benevides, na BR-316. “Essa ação é alusiva ao Dia Nacional de Combate ao Trabalho Escravo, que todos os anos movimenta as COETRAEs do Brasil. E aqui nos reunimos com os representantes do Ministério do Trabalho, TRT, Polícia Rodoviária Federal, além da Secretaria de Justiça e Direitos Humanos. Estamos realizando abordagens aos viajantes que estão saindo da Região Metropolitana, principalmente os que estão indo de van, orientando-os sobre a questão da prevenção ao trabalho escravo e também sobre questões trabalhistas.”

De acordo com a presidente da Comissão de Direitos Humanos da PRF, Tainá Nascimento, “a PRF tem como objetivo o combate a diversos tipos de crimes. Dentre esses crimes está o trabalho análogo a escravidão. Então qualquer trabalhador que esteja submetido a uma situação degradante e desumana, que não respeitem seus direitos, pode ser resgatado por uma equipe da PRF e ser encaminhado para os órgãos competentes, assim como pode haver a prisão do aliciador ou do empregador”, explica.

Raimundo Barbosa, coordenador de Fiscalização de Combate ao Trabalho Escravo no Pará e integrante da Delegacia Sindical dos Auditores Fiscais do Trabalho, revela que ações desse tipo são importantes para conscientizar a população sobre o problema. “Eventos como esse são importantes para que a gente divulgue o trabalho das instituições que enfrentam a questão do trabalho escravo e também de reflexão para que possamos levar à população qual é o verdadeiro conceito do trabalho escravo, para que não se haja confusão sobre o que foi o trabalho escravo de antigamente e de como é essa prática atualmente.”

A viajante Nelma Ferreira foi uma das pessoas abordadas durante a ação. Ela conta não tinha visto algo parecido e considerou a iniciativa importante. “Eu nunca tinha visto algo parecido. Achei muito importante, pois aborda sobre a questão do trabalho escravo, algo que pode acontecer com qualquer pessoa.”

No dia 28 o Brasil lembra o Dia Nacional de Combate ao Trabalho Escravo, data que teve início em 2004, após o assassinato de quatro funcionários do Ministério do Trabalho, quando apuravam denúncia de trabalho escravo na zona rural de Unaí, Minas Gerais. 

Resumo: 
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