A Secretaria de Estado de Justiça e Direitos Humanos (Sejudh) promoveu na manhã desta nesta sexta-feira, 29, uma reunião de trabalho com os órgãos integrantes do Coetrae/Coetrap para discutir sobre temáticas voltadas ao trabalho escravo, tráfico de pessoas e vulnerabilidade social dos migrantes refugiados no Estado. O encontro ocorreu no auditório da Casa Civil, em Belém.
A coordenadora de Política de enfrentamento ao Trabalho Escravo e Tráfico de Pessoas da Sejudh, Leila Silva, foi uma das mediadoras do encontro e explicou o que motivou para que ele fosse realizado. “A reunião foi deliberada a partir de uma reunião anterior do colegiado do Coetra/Coetrap para alinharmos as responsabilidades e dificuldades que as instituições estão tendo para realizar ações concretas de enfrentamento ao tráfico de pessoas, trabalho escravo e da garantia a pessoas em situação de migração, principalmente os deportados. Recentemente identificamos a chegada de Indígenas estrangeiros em Belém e estamos com essa situação da rede de articulação para a garantia de direitos pra eles não entrarem em nenhum ciclo de exploração e trabalho escravo”, explicou.
A reunião teve a presença do secretário de Estado de Justiça e Direitos Humanos do Pará, Michell Mendes Durans. Para ele, a reunião permite que as instituições visualizem melhor a temática. “A essência dessa reunião, na verdade, é chamar os conselhos, através do espaço que temos na Sejudh, que é o Coetrae/Coetrap, um comitê de enfrentamento ao trabalho escravo e tráfico de pessoas, para que as entidades pudessem visualizar e melhorar essa aproximação dessa situação. Essa reunião, na verdade, é uma reunião de trabalho, para que possamos se visualizar dentro dessa temática, desse enfrentamento, para que consigamos melhorar essa situação.”
O Juiz da 2° Vara do TRT de Marabá, Jonatas Andrade, também esteve ´presente na reunião. Ele explica que o encontro foi essencial para o aumento da percepção sobre os desafios em relação as temáticas abordadas. “A provocação inicial da organização dessa reunião de trabalho é essencial. Na verdade se trata de aumentar o grau de percepção não somente acerca do desafio, mas também sobre as possibilidades de otimização do trabalho da rede. Há muitas coisas que uma organização parceira está fazendo e você não vê ou percebe. E por conta disso perdemos a oportunidade e possibilidade de criar ações mais efetivas conjuntas de enfrentamento.”
Marie Henriqueta Cavalcante, coordenadora da Comissão Justiça e Paz da CNBB, considera a reunião como de suma importância e destaca que as ações das instituições sobre esses enfrentamentos precisam ser unificadas. “Vejo essa reunião como um encontro de suma importância, para podermos ter conhecimento do que as várias instituições estão fazendo em torno do mesmo tema, que na verdade trata de um leque de violações e violências, e que existem ações, mas que precisam ser unificadas. Elas precisam ser articuladas e culminadas para que possamos somar mais forças e fortalecer as nossas ações.”

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