Ocorreu na manhã desta quarta-feira, 16, a Formação de Gestores Públicos de Educação do Estado do Pará, no auditório CEFOR, do Instituto de Educação do Estado do Pará (IEP). A temática abordada era voltada para a questão do trabalho escravo. A capacitação faz parte do programa “Escravo, nem pensar”, coordenado pela ONG Repórter Brasil, tem o apoio da Secretaria de Estado de Justiça e Direitos Humanos (Sejudh), e contou com a participação de diversos professores das Unidades do Sistema Educacional (USE).

 

 

A Coordenadora de Política de Combate ao Trabalho Escravo e Tráfico de Pessoas da Sejudh, Leila Silva,  foi uma das palestrantes. Ela explica que o programa “Escravo, nem pensar” traz uma metodologia voltada para a formação de educadores sobre a temática do trabalho escravo. “O programa ´Escravo, nem pensar´ traz uma metodologia de formação para os gestores e professores das unidades de ensino, tanto local quanto regional, para que a gente possa trabalhar a temática do trabalho escravo, de maneira metodológica, interligadas a outros tipos de violação de direitos humanos. O nosso objetivo é disseminar essa informação, trabalhar a questão da proteção dos adolescentes, através dos professores, e fazer com que esses adolescentes sejam multiplicadores na sua comunidade, ajudando a romper com esse ciclo do trabalho escravo.”

 

 

Para o Piscólogo da Sejudh, José Neto, que também participou da formação, a ideia da capacitação é transformar os professores presentes em multiplicadores da temática sobre trabalho escravo. “A ideia da formação é trazer as USEs, que são as Unidades do Sistema Educacional, que não participaram da formação anterior, para participarem desta capacitação e se tornarem multiplicadores nas equipes pedagógicas de cada escola sobre temática do trabalho escravo. A meta é que eles levem essas informações para dentro das unidades de ensino e incluam a temática dentro do conteúdo programático delas”, contou.

 

 

O professor José Carlos Marinho foi um dos educadores que participaram da formação. Ele considera o tema de grande importância e espera que a capacitação ajude a colocar a situação do trabalho escravo em maior evidência. “É um tema muito recorrente. As autoridades e a comunidade precisam estar atentas para esse fato. Minha expectativa é que possamos conscientizar cada vez mais pessoas a partir dos nossos alunos, professores e a comunidade em geral, para que todos possam estar atentos em relação a esta temática do trabalho escravo.”

 

 


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