Na manhã desta sexta-feira, 01, a Secretaria de Estado de Justiça e Direitos Humanos (Sejudh) foi até a Escola Estadual Albebaro Klautau, no bairro do Tapanã, em Belém, para ministrar uma capacitação aos diretores e coordenadores pedagógicos da Unidade do Sistema Educacional (USE) sobre o projeto Escravo Nem Pensar, que é de autoria da ONG Repórter Brasil e tem a Secretaria de Justiça como parceira.

 

A capacitação foi ministrada pela Psicóloga da Sejudh, Roberta Flores e tratou de diversos assuntos ligados a situação de trabalho escravo, principalmente relacionada a crianças e adolescentes. Ela explica que a proposta da reunião foi apresentar informações que venham esclarecer como o projeto pode ser aplicado nas escolas. “O objetivo da reunião foi trazer essas informações do programa, a metodologia, esclarecer como ele pode ser executado em cada escola, para que eles (agentes multiplicadores) trabalhem essa temática nas unidades de ensino.”

 

As Unidades do Sistema Educacional agregam, em média, 20 escolas por região. A USE 10 atende escolas dos bairros do Tapanã, Benguí e Parque Verde e tem Débora Ferreira como gestora. Ela, que esteve presente na capacitação, conta que é de fundamental importância tratar sobre o tema em uma região periférica, como a do bairro do Tapanã. “Eu acho fundamental, primeiro porque somos de um bairro periférico, onde as crianças e toda a comunidade estão vulneráveis a toda essa situação. E trazer o projeto Escravo Nem Pensar pra cá foi riquíssimo, pois às vezes já estamos com um olhar sujo para essas situações. As vezes essa condição pode tá acontecendo com o nosso vizinho, do nosso lado, e a gente não percebe. Então nós, enquanto educadores, precisamos dessa formação. Nós estamos na sala de aula e muita vezes não conseguimos visualizar essas ocorrências.”

 

O “Escravo Nem Pensar” é um programa criado pela ONG Repórter Brasil, e que tem o apoio da SEJUDH, visando a educação preventiva e ocombate ao trabalho escravo no país. A proposta é formar agentes multiplicadores que possam difundir a temática para os professores, alunos, e a comunidade em geral.


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